A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) reconduziu Patrícia Carlos à presidência do diretório estadual da legenda no Maranhão e prorrogou o funcionamento da Comissão Provisória Estadual até 31 de dezembro deste ano. A decisão, tomada na quinta-feira (2), também transferiu para Brasília o controle das principais definições eleitorais do partido para as eleições de 2026.
Com a resolução, caberá à direção nacional deliberar sobre alianças, coligações, composição da chapa proporcional, candidaturas ao Senado e à vice-governadoria, além da representação do PT na Federação Brasil da Esperança. À comissão estadual ficará a responsabilidade de executar as deliberações e adotar as providências necessárias junto à Justiça Eleitoral.
Além de Patrícia Carlos na presidência, a nova composição da Comissão Provisória conta com Jhonatan Alves Soares, na tesouraria, Cricielle Muniz, na secretaria, e os membros Augusto César Bastos Lobato, Creusamar de Pinho, Cristiane Vasconcelos Bacelar, Felipe Camarão, Joaquim Washington Luiz de Oliveira e Luís Henrique Silva de Sousa. A resolução também convalidou os atos administrativos praticados pela comissão desde setembro de 2025.
Após a recondução, Patrícia agradeceu à direção nacional pela confiança e afirmou que continuará conduzindo o partido em um momento estratégico para a legenda. Em publicação nas redes sociais, destacou os desafios do período pré-eleitoral e a importância da organização partidária para o projeto político do PT no estado.
A decisão, no entanto, provocou reação dentro da própria legenda. Zé Inácio (PT) criticou a centralização das decisões em Brasília e classificou a medida como um “erro”. Em manifestação divulgada nesta sexta-feira (3), o parlamentar afirmou que retirar da direção estadual a autonomia para conduzir as negociações políticas pode enfraquecer o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão nas eleições de 2026.
Segundo Zé Inácio, a estratégia adotada pela Executiva Nacional pode reduzir a votação de Lula no estado e abrir espaço para a eleição de um senador alinhado ao bolsonarismo.


