O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo ministro da Justiça. A escolha ocorre em um ano eleitoral e tem como principal missão reforçar a atuação do governo federal na área da segurança pública, considerada um dos pontos mais sensíveis da atual gestão.
O nome de Lima e Silva não era o preferido de setores do PT, que defendiam a indicação de um político com maior peso eleitoral e perfil mais voltado ao confronto direto com a oposição, especialmente em um tema no qual adversários do governo costumam ter maior protagonismo. Ainda assim, a decisão de Lula foi mantida.
Com a escolha definida, o partido deve agora se mobilizar para dar apoio político ao novo ministro, com o objetivo de fortalecer a presença do governo no debate sobre o enfrentamento ao crime organizado e as políticas de segurança pública no país.
Lideranças petistas avaliam que, em um ano de eleições, a segurança pública ocupa o topo das preocupações da população e exige uma atuação mais intensa do Ministério da Justiça, tanto na formulação de medidas quanto na disputa política do tema.
O coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, afirmou que Lima e Silva contará com o apoio dos aliados do presidente. “O novo ministro tem as qualidades para comandar o Ministério da Justiça e vamos estar ao lado dele no embate do tema da segurança pública”, disse.
Wellington César Lima e Silva já ocupou o cargo de ministro da Justiça durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ainda que por um curto período de 11 dias. Na atual gestão de Lula, atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência entre 2023 e 2025, deixando o posto para assumir a área jurídica da Petrobras.
O novo ministro tem o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ambos conterrâneos de Lima e Silva, natural da Bahia.

